GLOW (1ª Temporada)


Produzida pela criadora de Orange Is The New Black, Jenji Kohan, a nova série da Netflix traz uma das estrelas de Community, Alison Brie, liderando o elenco que conta a história de um grupo de luta livre formado por mulheres nos anos 80. Com esses nomes de peso e uma premissa interessante, a série me surpreendeu e mostrou a que veio. Digna de maratona.


GLOW, ou Gorgeous Ladies of Wrestling (Lindas Garotas da Luta-Livre), foi um programa de TV de luta-livre exibido originalmente em 1986 sobre mulheres lutadoras e serviu como inspiração para a série da Netflix, com personagens e enredos não baseados em fatos reais.

Lutadoras originais de GLOW de 1985/6
Na série da Netflix, a história contada é de Ruth (Alison Brie), uma atriz frustrada que não consegue papel algum e, desesperada, acaba por tentar fazer parte de um projeto nada convencional para um programa de tv sobre luta-livre, tema com o qual não está nada familiarizada. A personagem é bem definida já na primeira cena da série, que marcou o ritmo já no trailer e tornou-se um dos momentos mais marcantes da temporada. Eu já gostava da Alison Brie, sendo fã de Community, mas seu desempenho em GLOW é admirável e sua dedicação à personagem e aos treinos entregam uma performance primorosa. Destaque também para a atuação de Marc Maron no papel do diretor machista Sam Sylvia, que rende uma porção de cenas memoráveis, sendo elas cômicas ou revoltantes; e da Betty Gilpin, no papel da melhor amiga de Ruth, Debbie Eagan, a quem é impossível ficar indiferente.

Alison Brie, como Ruth

A interação dessas duas é espetacular
Eu particularmente nunca gostei muito de luta-livre, mas a série consegue fazer você entender a paixão dos fãs e não apenas apreciar, mas torcer pelas lutadoras na montagem de um grande show. A dramédia carrega um humor realmente divertido sem precisar se apoiar em punchlines, mas utilizando o cômico das situações de uma história pouco comum. Outro ponto positivo da série é a diversidade das personagens, em etnia, personalidades e tipos de corpo, mostrando uma representatividade de diferentes tipos de mulher e apresentando uma variedade de personagens interessantes e carismáticas - destaque para Carmem Wade, a querida representada por Britney Young. A interação do elenco entre si é ótima e bem desenvolvida ao longo da temporada, apresentando a evolução individual e em grupo, deixando brecha para aprofundamento das coadjuvantes em possíveis próximas temporadas. A série mostra o lado humano por trás das personagens coloridas e exageradas, mostrando a real força dessas mulheres. Sem trocadilho, nessa história quem brilham são as mulheres e aos homens cabem os papéis de apoio e expectador.

Um elenco poderoso *-*
O figurino e a estética da série são formidáveis, bem como a trilha sonora que destaca a forte e característica relação com música da época, criando assim uma ambientação realmente autêntica para os anos 80, agradando saudosistas e jovens fãs.

GLOW é uma grata surpresa que consegue prender a atenção do primeiro ao último instante, emocionando, divertindo e envolvendo o telespectador ao longo da curta temporada. Assisti a todos os episódios sem parar e mesmo sendo muito tarde, nem vi o tempo passar. Bastante sólida para uma primeira temporada, resta torcer por uma renovação no meio dessa maré de incertezas da Netflix, pois ainda há espaço para muita história ser contada e certamente há quem queira ouvir - eu to puxando a fila.




6 comentários:

  1. O que tem na nossa estante1 de julho de 2017 22:45

    Oi Jack, o figurino parece ser ótimo mesmo! Mas confesso que antes de ler a sua resenha estava com uma baita preguiça de ver essa série! Fiquei mais empolgada em saber que Glow nos prende do inicio ao fim, prefiro assim do que aquelas séries mais mornas... ando com tanto sono que eu seria capaz de dormir no meio do episódio hehehehehe

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Jacqueline Verônica17 de julho de 2017 11:56

      Oi, Mi.
      Eu gostei demais da série. Ai dei aquele empurrãozinho na família e vimos todos juntos (eu revi né rsrs) e o tempo voou. Todos na torcida por uma segunda temporada.

      Bjs

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  • Oi Jack!!!
    Eu como sempre atrasada to tentando entrar em dia com GOT entao dei um tempo no Netflix. Mas sempre que entro o trailer de GLOW pula aos meus olhos.

    E ainda nao tinha visto do que era. E vendo sua resenha so me deu mais vontade. Acho que depois de GOT talvez eu mude a ordem de Arrow e veja essa... Acho que vou pirar!

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    1. Jacqueline Verônica17 de julho de 2017 11:59

      Oi, Carolina. Glow é rapidinha demais (poucos episódios e não muito longos). Passei na frente de umas séries tbm e acabei detonando a série numa madrugada rsrs
      Acabei viciando a família toda depois. Todos torcendo pela renovação. o/

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