Pantera Negra

Pantera Negra chega ao Universo Marvel imponente, majestoso e com um discurso que transcende o tradicional bem vs mal e herói vs vilão. Se destacando como uma das melhores introduções aos personagens já feitas pelo Studio. O filme consegue nos prender do início ao fim através de cenas de ação, diálogos provocativos e cheiinhos de referências, mergulhamos em um universo (des)conhecido para alguns, em vários aspectos, além de abordar com maestria temas delicados e pouco discutidos. 


Os eventos iniciais ocorrem logo após Capitão América: Guerra Civil, o Rei T’Chaka (John Kani) foi morto no atentado à Sokovia e agora, seu filho e herdeiro T’Challa (Chadwick Boseman) está destinado ao trono de Wakanda, a terra do vibranium - o mineral mais poderoso do planeta. Conhecemos um pouco da história e da formação do país e de como o ritual ancestral da Pantera Negra determina quem é digno de proteger a nação.

O novo rei não imaginava que sua ascensão ao trono e ao uniforme de Pantera Negra fosse trazer à tona questões negligenciadas por seus ancestrais e que isso fosse colocar em risco toda Wakanda. T’Challa tem a difícil missão de capturar Ulysses Klaue (Andy Serkis) que há 30 anos roubou vibranium para fins criminosos, ele está de volta à ativa e em busca de mais minério. O vilão se une a Erik Killmonger (Michael B. Jordan) para juntos invadirem e desestabilizar o reino e mostrar ao mundo o poderio desconhecido da nação africana. 


Para enfrentar seus inimigos e os próprios conflitos interiores, T’Challa contará com ajuda das Dora Milaje, a guarda real composta unicamente por mulheres guerreiras e comandadas pela General Okoye (Danai Gurira), Nakia (Lupita Nyong’o), a princesa Shuri (Letitia Wright) e com o agente da CIA Everett Ross (Martin Freeman).  Juntos eles enfrentarão a crise iminente e tentarão administrar as consequências vindas do passado.

Me emocionei do começo ao fim do filme e até agora estou tentando achar palavras para descrever o inexplicável e o misto de sentimentos que explodiu dentro de mim. Pantera Negra é um marco, sim! Pois não se trata apenas da introdução de um super-herói dentro do Universo Marvel - que aliás, faz muito bem, sendo coerente dentro dele, mas se destaca pela sua identidade e abordagem única. Pantera Negra consegue agradar quem está em busca de um filme com ótimas cenas de ação e descobrir mais informações sobre o personagem e sua origem, mas também trata de questões sociais em suas entrelinhas, atingindo em cheio o público negro e não-negro, cada qual dentro de sua perspectiva, e eles fazem isso entrelaçando a trama do herói com essas questões, tornando uma dependente da outra. 


Não tem como não se identificar ou entender as razões de Erik Killmonger e sua revolta pessoal. Ou até mesmo, compreender toda a responsabilidade que T’Challa carrega como defensor de um lugar super desenvolvido tecnologicamente e com potencialidade ilimitada contra um mundo de exploradores. Ambos têm seus conflitos, seus ideais e trazem dentro de si realidades diferentes, embora convirjam em alguns aspectos.

As atuações incríveis desse elenco de peso, em conjunto com a trilha sonora arrasadora, belíssima fotografia, CG e figurinos me fizeram imergir para Wakanda, para a diversidade africana que compõe cada tribo do país fictício, a importância da ancestralidade dentro dessas culturas e os conflitos internos e externos dos personagens, tornando tudo ainda mais intenso e marcante. Dessa vez souberam dosar até nas piadas, elas servem de alívio cômico, mas sem forçar ou perder a seriedade das cenas. Parabéns aos envolvidos \o/

Um elenco desses, bicho!! *-*
Não é possível desvincular as mazelas do povo negro e a histórias do super-herói com garras e acessórios super tecnológicos. A HQ Pantera Negra já nasceu política, lá na década de 1960, pois teve como inspiração o Partido dos Panteras Negras e agora jogou essa política na nossa frente, em tela grande e 3D, em pleno século XXI e tão atual e militante como foi em seus primórdios.  Seja pelos ideais do “vilão”, os diálogos marcantes ou pelas personagens femininas fortes, seja por apresentar uma África poderosa, viva, intensa e pulsante, mostrar a importância da ancestralidade e o respeito por ela ou como a representatividade nas telonas permite que uma “minoria” se emocione ao se reconhecer em cada parte de um filme, sem esteriótipos e de forma inteligente. 

Pantera Negra está vivíssimo e traz uma nova leitura aos filmes de super-heróis, mostrando que é possível usar nossa realidade como pano de fundo e levantar questionamentos importantes sem perder o encanto das identidades secretas, super poderes, uniformes poderosos e lutar contra injustiças. Tá recomendadíssimo! ♥

Se pararmos para pensar, a ideia de Wakanda está em toda parte, espalhada pelo globo... Por isso: #WakandaForever! \m/


6 comentários:

  1. Luiza Helena Vieira16 de fevereiro de 2018 22:37

    Oi, Denise!
    Menina, eu vou assistir esse filme e estou muito na expectativa!
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da Folia Literária 2018: cinco kits, cinco sortudos.

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    1. Luuu, assista e volte aqui pra contar o que achou! :3
      Eu saí da sala extasiada! xD

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  • Meio que ainda não tenho palavras... Demorei uma semana pra vir conversar, e ainda não sei como escrever sem atrapalhar você que AINDA não assistiu. Por hora, apenas digo pra você: ASSISTA. Tente entrar na sala de cinema com uma mente aberta. Com a sensibilidade aindaat... E muito difícil não ser tocado pelo plano de fundo...
    Em termos, não é nem um filme de super-herói. Pede-se dizer que existe um super-herói no meio de uma estória muito maior. Parabéns aos envolvidos...
    Nise, não vou dizer que me acabei em lágrimas quando vi o todo. Mas, elas estavam lá... Refletindo o brilho da tela... E o brilho maior de representatividade e respeito.

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    1. Ahh Ci, arrasou! ♥
      O filme está incrível de diversas maneiras e toca cada um a sua maneira! ♥
      Obrigada por compartilhar sua experiência com a gnt!

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